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Poupar agora para não faltar

Diante do teto estabelecido pelo INSS para o pagamento do beneficio para os aposentados, assim como do risco de redução do valor por conta dos efeitos do fator previdenciário, especialistas em finanças pessoais orientam o trabalhador a começar a poupar desde agora para não faltar depois na velhice. A escolha do investimento deve levar em conta a manutenção do atual padrão de vida do trabalhador quando ele se aposentar.

"Para que ele garanta uma aposentadoria tranquila, é preciso que o contribuinte saiba quanto precisará investir para manter o seu padrão de vida atual. Além de planos de previdência privada, pode ser também outro tipo de investimento como tesouro direto, CDB ou ações. O importante é que a aplicação gere renda para a pessoa quando ela parar de trabalhar", ensina o educador e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos, presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira.

"O trabalhador tem que fazer uma reserva que dê pelo menos R$ 5 mil mensais de rendimento, se ele quiser, por exemplo, ter uma renda de R$ 2.500,00 todos os meses para manter o padrão de vida", explica.

"Daí, você deve estar se perguntando, mas por que os outros R$ 2,5 mil? Porque se não for assim, ou seja, se ele retirar todo o rendimento, se este fosse de apenas de R$ 2,5 mil, entre 15 e 20 anos a inflação teria acabado com tudo. Os R$ 2,5 mil adicionais são para serem capitalizados à reserva que ele constituiu", detalha. Até porque, lembra o consultor, a expectativa de vida do trabalhador está aumentando. "Depois dele se aposentar, pode viver ainda 30 ou até 40 anos mais, e ele vai precisar de dinheiro para se manter", fala.

Diagnóstico

Neste quesito, destaca Domingos, não basta apenas fazer uma previdência privada. "Tem que fazer um diagnóstico para saber quando se aposentar, que valor ele vai precisar para ter um rendimento sustentável. Temos uma planilha denominada de Independência Financeira, por meio da qual a pessoa informa o quanto ganha por mês e pode descobrir o que precisa ser guardado até a data prevista para a aposentadoria", revela.

"Ao mesmo tempo, ela também pode informar o que pretende economizar e daí descobrir quanto terá ao fim do período. O que vai variar no resultado é o tempo de contribuição", diz. E ensina: "quanto mais cedo melhor. Com mais idade, o esforço será maior, ele terá que investir mais". De acordo com o educador financeiro, com aposentadoria não dá para brincar. "Temos que criar uma nova cultura de poupança. A previdência social não serve como parâmetro para pensar na aposentadoria", frisa.

 

Fonte: Diário do Nordeste